Justiça aumenta pena de chefe de facção que pratica crimes dentro e fora de presídios
Os desembargadores reformaram uma sentença de primeira instância que absolveu Marcos Camacho, o Marcola.Em São Paulo, a Justiça condenou a mais 12 anos de prisão o chefe de uma facção criminosa que pratica crimes dentro e fora dos presídios.
A decisão foi tomada pela Terceira Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo. Os desembargadores reformaram uma sentença de primeira instância que absolveu Marcos Camacho, o Marcola, em 2003.
Ele havia sido apontado por integrantes da quadrilha como o chefe do grupo que atua dentro e fora de presídios, promovendo tráfico, sequestros, roubos e assassinatos.
Mas o juiz entendeu que os depoimentos não eram válidos, porque partiam de integrantes da quadrilha interessados em redução de pena. Essa visão foi derrotada no tribunal.
Os desembargadores concluíram que o importante não é quem testemunha, e sim a coerência da prova. Eles aceitaram o depoimento de duas pessoas contra Marcola e os outros acusados. Foi a base da condenação.
O Ministério Público considerou uma vitória porque, pela primeira vez, a Justiça aceitou a tese de que Marcola é o chefe do grupo criminoso.
Contra essa condenação, ainda cabe recurso. Somadas, as penas de Marcola chegam a 52 anos de prisão.
0 comentários:
Postar um comentário