Polícia faz blitze da Lei Seca durante jogo do Brasil; rodízio continua valendo
Para inibir o abuso de álcool nas ruas de São Paulo nos dias de jogo do Brasil, a Polícia Militar anunciou que irá fazer blitze sistemáticas após as partidas da seleção, com o objetivo de flagrar motoristas dirigindo embriagados e enquadrá-los nas penas previstas pela Lei Seca. O rodízio na capital paulista não sofre alterações durante os jogos da seleção brasileira.As operações da chamada Operação Copa serão organizadas após os jogos da seleção brasileira, mesmo durante o dia e nos dias de semana. Nesta terça-feira (15), quando o Brasil enfrentará a Coreia do Norte, às 15h30 (horário de Brasília), 50 policiais a mais estarão nas ruas montando barreiras-surpresa.
Segundo o capitão Paulo Oliveira, do CPTran, serão, em média, seis operações após cada um dos jogos. A expectativa é de abordar de 800 a 1.000 condutores, que passarão pelo teste do bafômetro.
Pela experiência em detectar os locais de maior trânsito de motoristas sob o efeito do álcool, o capitão já tem uma ideia dos pontos que deverão ser fiscalizados. Vila Madalena, Vila Olímpia, Tatuapé, Santana e centro, pelo grande número de bares instalados, estão entre as regiões alvo da PM.
De acordo com o Oliveira, um dos motivos do reforço nas blitze é a dispensa de funcionários por empresas e de servidores por órgãos governamentais, o que faz, segundo ele, com que as pessoas se sintam livres para tomar bebidas alcoólicas assistindo às partidas --voltando dirigindo para casa.
“Os que não se conscientizarem que essa prática não é permitida serão autuados, perderão o direito de dirigir por um ano e ainda pagarão uma multa, que é de quase R$ 1.000”, afirma.
O capitão diz ainda que, durante toda a Copa, todo o efetivo de mais de 1.600 homens do CPtran está orientado a dobrar a atenção contra motoristas embriagados. “Sempre estamos de olho, mas nessa época intensificamos a fiscalização. E igualmente estamos atrás de drogas ou veículos com problemas de documentação”, diz o oficial da PM.
Oliveira alerta ainda que as novas “batidas” durante o dia não excluem as blitze durante a noite. “São em média 12 operações todas as madrugadas. E elas vão continuar”, afirma.
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